quarta-feira, 31 de julho de 2013

Meu bem

Eles recém completaram 36 anos de matrimônio.
Uma história que inspira os filhos e ao, mesmo tempo, os provoca ... Como?

Tentarei responder .. responder exemplificando.

Na última semana viajei com minha mãe. Durante esses dias, a companhia, a voz, o jeito dele faziam eco na vida dela. As noites eram longas, o frio extenso e intenso e as experiências vividas careciam de um ´q´para serem validadas. 

Ao comprar um presente a ele, é possível sentir a doçura ao dizer "isso ficará bonito no meu bem". Enquanto isso, ele, a ajudava, a distância e pelo telefone, com os melhores planos de emergência. Um carinhoso GPS portátil.

Meu bem ... há 36 anos que um é assim na vida do outro.  Um bem valioso que os enamora dia após dia ... Quem sabe um dia seus filhos, me incluo, tenham um bem precioso a ser cuidado e conquistado diariamente. Possível é. A dificuldade começa no como.




terça-feira, 30 de julho de 2013

Resolvi voltar a escrever.

Resolvi não ... necessidade ... os dedos pedem escrita. 


O universo particular precisa ser escrito, descrito, dito ... os dedos obedecem.


O último post foi há mais de um ano. Tantas histórias e pensamentos ao longo destes meses.


Uma música para remarcar este retorno:



Dê-me uma suíte no Ritz, eu não quero!
Jóias de Chanel, eu não quero!
Dê-me uma limusine, eu faria o quê?

Dá-me o pessoal, eu faria o quê?
Uma mansão em Neuchâtel, não é para mim.
Dá-me a Torre Eiffel, eu faria o quê?

Eu quero o amor, a alegria, o bom humor,
Não é seu dinheiro que dará felicidade, eu
Quero botar a mão no peito!
Vamos juntos, descobrir a minha liberdade, esqueça portanto
Todos os seus clichés, bem-vindo à minha realidade!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Direito a colo

Tem dias que só precisamos disso né não?!

Por mais brega que seja (e talvez seja msm), sim, há dias que um colo é bem-vindo.

#intenso#verdadeiro#íntimo

"Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!"

(Clarice Lispector)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A chuva

Primeiro post de 2012. Saudade do meu bloguinho. Saudade de algumas coisas, MAS, vamo que vamo .. tem um limão, bora fazer uma limonada!

Dentre as limonadas da falta de tempo, priorizei alguns itens e estou conseguindo, por eqto, lidar com eles. Entre eles estava a volta da magrela à minha vida.
Desde menina andar de bicicleta e soltar pipa eram diversões que me faziam viajar sozinha, me divertir sozinha, somente eu e o vento ...

Recentemente comprei minha 4a bicicleta. Sim, a quarta. As demais não foram substituídas por ficarem jogadas na garagem. Foram substituídas pq eram exaustivamente utilizadas. 
O ano começou para mim no dia em que em uns dos passeios fui 'pega' por uma chuva inesperada. Aquelas chuvas de verão, na temperatura certa, sem relâmpagos e com direito ao arco-íris no final.

A princípio aquela mulherzinha chata de 33 anos tomou conta. Acelerei e olhei para os lados em busca de uma proteção. FELIZMENTE, não havia proteção e a menina de cabelos em pé e pele bronzeada de tanta piscina jogou para escanteio a balzaca metida a cosmopolita.

Meia hora de chuva ...

Meia hora sentindo o gosto da chuva que serviu para hidratar o corpo.

Meia hora ouvindo o barulhinho gostoso dos pássaros cantando qdo a chuva encorpou de vez.

Meia hora vendo crianças brincar na avenida.

Meia hora escutando a água escorrer pela avenida.

E meia hora depois a certeza de que a garota espivitada é mais forte do que a 30tona civilizada.

A garota voltou para casa, olhou para a roupa suja e desatou a rir, pq agora a mulher coloca a roupa suja na máquina e espera o fim.  Agora a mulher tem mais certeza ainda que para toda sujeira há uma chuva que lava e, sobretudo, purifica e para as manchas, vanish nelas!
Sds!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Teatro é Mágico

Circo e teatro. Circo é teatro. Ou teatro é circo. Estou sem resposta. Sei o que é arte. Sei o que é poesia. Sei a doçura do circo. Sei a força do teatro. E sei que essa banda me fez experimentar candura em suas melodias e reflexão em suas letras. Teatro mágico não deve ser ouvido como mais uma banda ... se fizer isso não achará graça. Teatro mágico é arte. Arte se aprecia, com moderação, vagarosamente ....

 

Uma nova pintura

Acaba de sair uma pesquisa revelando que o número de divórcio aumentou. Triste. PORÉM em tudo na vida há um lado bom, um lado Poliana. Há tempos quero escrever sobre isso e a pesquisa me motivou de vez. Dificilmente falo sobre os meus relacionamentos por aqui, mas hoje abrirei uma exceção. O assunto concede. 

Os chavões ditos sobre o divórcio não são apenas chavões são verdades, doídas, mas verdades. O divórcio é sim como um luto. O divórcio realmente é um divisor de águas. Vivi isso. Um luto. O mar se abrindo e depois levando embora tudo o que se foi sonhado ... porém, como na bíblia, após essa ruptura, o mar volta ao nível normal e a vida segue seu curso com nuances diferentes, não melhores ou piores, mas diferentes. 

Você dorme com um calendário, no qual as datas, as semanas, os meses estão preenchidos, projetados, planejados. Dorme. Acorda com uma página em branco para ser escrita. O detalhe é que não lhe avisaram antes que você precisaria de lápis, borracha e cor para pintar uma nova aquarela. Isso é uma separação.

Entretanto, 

No meio da dor há uma luz. Talvez a única. Transformar aquela dor em algo útil. Em alimento que sustenta, ergue, levanta e dá cor à pele. O exercício, inicialmente, não é fácil ... qual exercício na primeira semana é tranquilo? Quando você começa a observar os resultados ... encara mais meia hora, uma hora e quando se dá conta está em uma maratona.

Dor em aprendizado. Fiz isso. Tentei fazer e hoje, três anos após o divórcio, tive a exata noção do quanto isso foi fundamental em minha vida.

Com a separação vi que nem toda verdade é verdade. Como a verdade é subjetiva. Como tudo é subjetivo. 

Com o divórcio aqueles pré-conceitos - frutos da religião, educação familiar, imposições da sociedade - foram largados no meio do caminho. Era isso ou continuar sofrendo. Não havia opção.

Com a separação vi que fidelidade é uma opção, não obrigação, mas opção do outro e sua (opção diária, ALIAS) e casais que conseguem conviver sem ela não são mais ou menos felizes (ou mais ou menos certos), assim como, aqueles que não conseguer ficar juntos sem fidelidade também não são. É opção. Livre arbítrio, como compreendi o significado dessa palavra. Ao compreender calei minha boca nos julgamentos.

Com o divórcio descobri que o ex-marido não era o único safado da terra, nem único nem maior. Todos somos. Homens, mulheres, casados, solteiros, enrolados. Mais uma vez, temos a opção de ser mais ou menos safado. Mas a tal sem-vergonhice está em nós. Cabe a nós alimentá-la como um monstrinho ou conviver com ela livremente e enxergá-la com mais naturalidade, tornando-a real (pq ela é real). Sem hipocrisias. Creio que assim conseguimos ser mais fieis e/ou leais.

Também com a separação vi que há dois tipos de homens para as mulheres: nossos pais e os outros homens. Se o pai for exemplar, maravilha. Ele será referência. Caso não seja, também será.

Com a dor do divórcio, as demais dores - exceto as perdas eternas - acabam perdendo a força. Não que doem menos, mas aprendemos a medida da dor, colocamos peso, graduação e valia naquela dor (e como isso nos poupa sofrimento em vão). É isso. Após um divórcio dificilmente sofremos em vão. 

Enfim, com uma separação, a transparência em ser o que realmente se é não tem preço. Você olha para o espelho e sabe quem é você, quem é o outro e, finalmente, é capaz de saber o que não se quer para a sua vida, e, sobretudo, o que se quer dela. Mas isso somente é possível quando a dor for mesma transformada em amadurecimento. Ser aprendiz dos próprios erros e estar disposto a errar novamente, pq somente assim se aprende - nos erros e na dor. Somente assim é possível fazer os primeiros rabiscos de uma nova tela.

Sds!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O caderno


O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer...


Opções

Nos últimos dias tenho motivos suficientes para ficar um tanto triste e hoje acordei após um sonho e neste sonho via dois caminhos, que depois transformavam-se em quatro, em oito, e, assim, sucessivamente e me dei conta que minha opção era ficar triste ou buscar a alegria. Os caminhos estavam à minha frente, eu deveria escolher. 

Optei pela alegria. Ao escolher a alegria notei que durante o meu dia em vários momentos poderia voltar à tristeza, mas, ao msm tempo e na msm proporção (quase -  devido à intensidade)  à alegria e não é que a alegria falava mais alto. 

Simplesmente, pq somos programados para a felicidade. Temos em nós uma vontade absurda de viver, uma sede de sorrir e sorrir bem. 
E msm qdo recebi uma notícia tristíssima, ela veio acompanhada de um consolo imensurável. A portadora da notícia sabia quem eu era não pelo trabalho e cia ltda, mas pelo que havia entre mim e a garota da bicicletinha e não há palavras para definir o quanto é emocionante saber que o amor marca as pessoas e as torna inesquecíveis. 

Optei pela alegria. E, mais uma vez, como outras, olhei para a tristeza e a transformei em aprendizado. Isso não é amadurecimento muito menos experiência, mas sim um pouco de sabedoria. Com alegria, até a tristeza fica um pouco mais doce. Pq a alegria é capaz de iluminar um coração triste colocando nele esperança.

Sds!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Idade da ressurreição

Ui. 3.3! Não sou hipócrita do tipo que envelhecer é bom e traz maturidade. Maturidade é ótimo, mas envelhecer, por favor!!! Tento levar na boa, no equilíbrio, mas CLARO q há coisas bem melhores na vida do que envelhecer.

33 - me lembra ressurreição e é disso que preciso - ressurreição.

Enterrar tudo o que não me fizer bem (ou mais ou menos bem). Sejam coisas, hábitos, costumes, normas, regras ... absolutamente tudo que causar mal e me tirar a paz, a serenidade. E as pessoas?! Com elas, um pouco mais de sabedoria e muita oração, afinal tb há pessoas que gostariam de me enterrar.

MAS quero mesmo aos 33 anos ressuscitar. Redescobrir minha paixão, o tesão pelo que faço. 

Reencontrar o brilho que tenho qdo descubro algo novo.

Redimensionar meu amor pelas pessoas.  Repartir um pouco mais, talvez. Reinventar algum amor em especial, talvez. Retirar o excesso de amor em alguns, talvez. Mas redimensionar é necessário em todos os casos.

Recolocar a dança no meu dia-a-dia. Assim como resgatar um sonho de faculdade. É uma questão de agenda?! não, uma questão de prioridade.

Rever projetos e planos. Incorporar novos, descartar o que já está descartado e insisto em manter por pura falta de coragem em descartar definitivamente.

Reenquadrar-me em minha própria vida. O q fiz neste último ano foi ser engolida por ela e somente eu sei o qto isso me fez mal.

Ressuscitar! Voltar à vida vivendo, não sobrevivendo.

Sds!