terça-feira, 24 de novembro de 2009

Porthos se foi



Hoje é um dia triste!

O jovem Porthos que mencionei no post "os mosqueteiros" se foi. Virou um pedaço do céu azul. Ele adoeceu do dia para a noite e não resistiu.

Choro e sofro por cada jovem, criança que se vai. Cada partida é única.

No caso do Porthos a dor é dupla. Uma outra 'amiguinha', 16 pra 17a, estava sentindo algo especial por ele e sei q ela está sofrendo, calada, mas está... diz que está bem, mas não está.

Não me acostumo com perdas, definitivas ou não...

Vou guardar na lembrança as últimas palavras que ouvi de Porthos, dizendo o quanto gostava do mar... do sol.

Seja o pedaço mais lindo do céu garoto. Seja um anjo no céu. Precisamos de anjos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Para a semana!

Meu irmão era fã dele desde menino... a música é energética para iniciar a semana.

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Sds! Aproveitem!

sábado, 21 de novembro de 2009

Acidentes

Hoje m deparei com 3 acidentes de carro em CG. O transito na cidade está ficando, cada dia, mais desrespeitoso. Os campo-grandenses estão desaprendendo dirigir, se é q algum dia souberam.

No final de semana o caos no trânsito acontece, afinal o número de caminhonetes triplica e os motoristas de final de semana enchem as avenidades da cidade.

Esses dias, em mais um acidente, uma criança foi morta pelos tiros disparados por um condutor em um surto de ira.

Educação!

Palavra mágica que precisa ser levada para o trânsito com URGENCIA.

Aliás, como eu ando no trânsito, hein?!

Sds!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Estou apaixonada

Meu companheirinho de cinema é mesmo um garoto especial.

Doze anos. Dez doente.
Mas nada disso o impede de ser um garotinho sábio com apenas 12 anos.
Esta semana ele foi mais uma vez ao cinema comigo.
O filme era pesado, imaginei, para um rapazinho.
Só que o pequeno Athos não achou isso não.
Ele enfrentou com coragem cada trecho pesado do filme "Prova de amor".
Ao final, silencioso, meu companheirinho continuou a refletir.
Perguntei se estava bem.
Ele disse que sim, que estava somente pensando na vida.
Perguntei se era sobre o filme.
O pequeno disse que também.
Que pensava sobre as mudanças que a vida nos traz.
Um garotinho de 12 anos pensando nas mudanças da vida!
Me calei e continuamos nosso passeio.
São coisas que a gente cala e vai dormir pensando e questionando:
"Quantas mudanças a vida nos traz! Nós a buscamos ou elas surgem?"

Sds!

As coisas que a gente cala

Até onde sei, Ruth Rocha não continuou seu poema, infelizmente.
Atrevo-me a continuá-lo...
As coisas que a gente cala é uma proposta para os meus 31a. Falar menos, calar mais.

As coisas que a gente cala

As coisas que a gente cala ficam murmurando em nós.
São palavras que não foram ditas por vários motivos.

Em alguns momentos,
As coisas que a gente cala não merecem ser ditas
Pois ao sair de nossa boca,
As coisas que a gente cala
São palavras que ferem, machucam e geram cicatrizes.
Assim, há coisas que a gente cala que devem continuar no silêncio
Sob os escombros das coisas que não merecem (e nem precisam) ser ditas nem pensadas.

Há coisas que a gente cala que não devem ser ditas
Naquele determinado, naquela situação
Assim elas ficam na sala de espera
Aguardando o melhor momento para concretizarem-se
São verdades que ainda não tomaram forma
Mas na hora certa hão de tomar.

Algumas coisas que a gente cala
São verdades,
Mas são duras verdades
Que despertam dor, sofrimento, tristeza
Essas coisas que a gente cala
Também devem ser guardadas
E passar por um processo de purificação
Até que um dia
Sejam coisas que a gente fala.

As coisas que a gente cala
Nos mostram que em diversas situações
É melhor calar
Respirar fundo
Engolir a seco
Dar uma volta
E aguardar...

As coisas que a gente cala
São aliadas do tempo
Do respeito
Da maturidade
Do vazio sereno

Sds!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

As coisas que a gente fala

Um poema que definiu muitas coisas em mim, lá por volta da 4a série primária. Ela dispensa comentários.

As coisas que a gente fala (Ruth Rocha)

As coisas que a gente fala saem da boca da gente
e vão voando, voando, correndo sempre pra frente.
Entrando pelos ouvidos de quem estiver presente.
Quando a pessoa presente é pessoa distraída
Não presta muita atenção.
Então as palavras entram e saem pelo outro lado
Sem fazer complicação.

Mas ás vezes as palavras vão entrando nas cabeças,
Vão dando voltas e voltas, fazendo reviravoltas
E vão dando piruetas.
Quando saem pela boca saem todas enfeitadas.
Engraçadas, diferentes, com palavras penduradas.

Mas depende das pessoas que repetem as palavras.
Algumas enfeitam pouco.
Algumas enfeitam muito.
Algumas enfeitam tanto,
Que as palavras - que Engraçado!
- nem parece as palavras que entraram pelo outro lado.

E depois que elas se espalham,
Por mais que a gente procure, por mais que a gente recolha,
Sempre fica uma palavra, voando como uma folha,
Caindo pelos quintais, pousando pelos telhados,
Entrando pelas janelas, pendurada nos beirais.

Por isso, quando falamos, temos de tomar cuidado.
Que as coisas que a gente fala
Vão voando, vão voando,
E ficam por todo lado.
E até mesmo modificam o que era nosso recado.

.
.
.

As coisas que a gente fala
Saem da boca da gente
E vão voando, voando,
Correndo sempre pra frente.

Sejam palavras bonitas
Ou sejam palavras feias;
Sejam mentira ou verdade
Ou sejam verdades meias;
São sempre muito importantes

As coisas que a gente fala.
Aliás, também têm força
As coisas que a gente cala.
Ás vezes, importam mais
Que as coisas que a gente fez...
"Mas isso é uma outra história
que fica pra uma outra vez...

Sds!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Amigos

Terminei meu dia de domingo e de aniversário em companhia de três amados amigos. Amigos de mais de uma década. Amigos com os quais já briguei, chorei, ri e até dormi junto, sem dormir.

Ao chegar em casa minha mãe fez um comentário que me fez dormir pensando em cada palavra dita - "filha, como seus amigos lhe telefonaram hoje para parabenizá-la. Tô besta"

Meu avô dizia que amigo mesmo, de verdade, para chuva e sol, a quantidade é tão mínima que não enche os dedos de uma mão. A cada dia me certifico que meu avô, neste caso, estava errado.

Não conto quantos amigos para a vida inteira eu tenho. Mas sei que enchem as duas mãos e ainda faltam dedos.

Amigos novos, antigos, meio recentes, meio usados, maduros, imaturos, mentores, protegidos, surtados, sãos, bonzinhos, rígidos, indecisos, decisivos... tenho amigos para todos os gostos e credos.

Amigos são mesmo anjos de verdade. Uma segunda família, uma família na qual escolhemos os membros.

Como família que é precisa ser cuidada, cultivada, hidratada.

Já fui negligente com meus amigos. Me afastei deles quando o namorado era inseguro o suficiente para não aguentar 'tantas' amizades. Os namorados se foram e os amigos continuavam ali, à minha espera.

Como o maior aprendizado é no tombo. Hoje não largo um amigo por príncipe encantado algum, o que dirá por um sapo encantado!

Cada amigo meu é parte minha. Não dá para viver sem eles, estejam longe ou perto.

Aí alguém pergunta: "mas seus amigos sentem a mesma coisa em relação a vc?" Bem, isso não importa muito, quando se ama, simplesmente se ama e pronto.

Penso: "E vc que me pergunta, como anda cuidando dos seus amigos?"

Sds!

domingo, 15 de novembro de 2009

3.1

Hoje completo 31 anos.

Amo comemorar aniversário... Amo ouvir minha mãe contando pela 31a vez como foi o dia do meu nascimento rsrs. Fazer aniversário, pra mim, é um momento pleno de agradecimento, é começar o dia 15 em oração e dormir da msm forma. É um dia de celebração.

Há um ano uma psicóloga me perguntou se ao completar 30 anos eu estava dentro do que imaginei estar antes dos 30, qdo tinha meus 20 anos. Naquele tempo disse q não. Hoje, repenso a pergunta, e mais uma vez, não.

Não estou, nem de longe, do jeito que pensava estar quando tinha meus 15.. 20 anos. Mas estou como deveria estar e sou como devo ser.

Uma amiga querida me definiu muito bem, melhor do que qq sessão de psicanálise:
"Força de mulher temperada com adrenalina de menina. Não perca isso nunca. É assim que você é... forte e delicada".

Um constante castelo em construção.

Uma mulher em muitas ou muitas em uma.

Não lamento pelos erros cometidos, eles são parte do que sou e me tornaram uma pessoa melhor.

Lamento somente pela falta de amor e carinho que uma vez ou outra não dediquei a algumas pessoas e a certos momentos. Mas isso também é aprendizado, é amadurecimento.

Aos 31... só espero trazer mais vida à minha vida, mas, sobretudo, levar mais vida à vida outros outros.

Sds!

sábado, 14 de novembro de 2009

Enfermeira padrão?

"Técnica de enfermagem é presa no RS acusada de dar sedativos a 11 bebês.

Uma técnica em enfermagem foi presa ontem (13) sob suspeita de injetar doses de sedativos em 11 bebês recém-nascidos da maternidade do Hospital Universitário da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) em Canoas.

Os bebês foram levados à UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da instituição e, de acordo com a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, não correm risco de morte.

A técnica, de 25 anos, foi presa em flagrante com uma pochete em que carregava seringas que, segundo a Polícia Civil do Estado, eram usadas para aplicar doses de benzodiazepínicos na boca dos recém-nascidos.

Segundo o governo do Estado, que participou das investigações por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, as razões que levaram a suspeita a cometer o crime ainda são desconhecidas. O secretário da Saúde, Osmar Terra, disse que se trata de uma "psicopata".

Com os calmantes, as crianças ficavam frágeis, desmaiavam e poderiam sofrer parada respiratória. Só foram salvas, segundo o hospital, porque foram levados para a UTI.

Segundo a Secretaria da Saúde, os bebês estão sendo observadas e devem deixar a unidade após eliminar as substâncias ingeridas pela urina".

Fonte: Folha de São Paulo

Filosofo: "Acho q vou parar de ler jornal? Bebês sofrendo já é demais..."

Coração mole...

"O empresário Eike Batista vai doar US$ 7 milhões para os projetos sociais da cantora Madonna.

De acordo com a coluna de Monica Bergamo (Folha de São Paulo), Madonna participou de um jantar na casa de Eike no Rio. No jantar, ela falou do projeto que treina professores para uma nova disciplina que seria adotada em escolas que acolhem crianças em regiões de risco da periferia das duas maiores capitais brasileiras. Disse que já arrecadou US$ 3 milhões para o projeto.

Eike perguntou quanto ela precisava. A cantora respondeu que eram necessários US$ 10 milhões. Eike anunciou que doaria naquela mesma hora US$ 7 milhões. O ato fez a cantora chorar".

Filosofo: "O empresário é tão benevolente assim?"

Os olhares

Ontem fiz uma comemoração prévia do meu aniversário no show do Jota Quest. A banda continua eletrizante. O show valeu cada centavo investido. Mas lamento pelas namoradas de plantão que esbarraram comigo no camarote.

Observei, durante uma música e outra, o comportamento de alguns namorados. O velho hábito de olhar por cima da cabeça das namoradas para paquerar a vizinha ao lado continua...

As namoradas, como sempre, metiam-se na frente dos distintos na tentativa de conseguir impedir os olhares 'inocentes'.

O que me fez escrever este post é que os olhares estão mais intensos, há paquera forte em cada ponta do olhar e a namorada ali ao lado. Antes era apenas um olhar de esgueio, como diria minha mãe. Agora não.

Há um bom tempo observo isso e ontem tive a prova, os homens estão mais caras-de-pau. Não vou discutir se estão corretos ou não. Mas penso: se eles podem olhar com profundidade, pq nós não podemos também?

É algo que poderíamos pensar... quem sabe assim pelo menos eles não voltam à discrição?! até chegar ao respeito... é uma alternativa.

Sds!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A queda

Cena digna de comemoração:

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O muro caiu e abriu as portas e as janelas da Alemanha.

"Tantos muros ainda precisam ser derrubados. Estou fazendo isso?"

Sds!

Nossos governantes

Mais uma vez Campo Grande dá um passo. Um grande passo. Para trás, como sempre. A impressão que dá é a de que temos sempre que piorar o que já não está bom. As ideias mirabolantes do prefeito mostram, cada vez mais, o despreparo dos administradores em lidar com questões urbanísticas em Campo Grande.

Já não bastassem as faixas amarelas nos cruzamentos, que na prática não possuem efeito algum (além de gastar dinheiro com tinta), agora temos propostas "maravilhosas" para a revitalização do centro, como a proibição de veículos trafegando pela 14 de Julho, a extinção de áreas de estacionamento (sem propor nenhuma outra solução em contrapartida) ou dizer que camelôs na antiga rodoviária seriam uma excelente solução para a revitalização do centro.

Na verdade o que a prefeitura vem fazendo há muito tempo é apenas mudar os problemas de lugar, nunca solucioná-los. Se não se pode estacionar na 14, pense como será o estacionamento na Dom Aquino, na Barão, na Cândido Marino...

Não é preciso ser engenheiro para saber que se você tira os veículos de um lugar, terá que necessariamente colocá-los em outro...

Um bom exemplo das "excelentes" medidas paliativas tomadas pela Agetran é a saída para Três Lagoas, o único lugar do mundo onde temos 2 semáforos num raio de 5 metros, na mesma rua. Onde não havia problemas, nem acidentes, a Agetran conseguiu a proeza de criar um trânsito lento e perigoso. Tudo por conta de um supermercado que se instalou na região.

Atitudes como essas fazem somente a gente pensar como esses 38 milhões a serem usados nas obras poderiam, de fato, ajudar a população de Campo Grande. Em ano eleitoral, podemos pensar em cada coisa.

Uma grande cidade, não somente em aspecto territorial, que visa o futuro, não pode tomar atitudes tão retrógradas. Não estranhem se em alguns anos encontrarmos charretes passeando pelo centro e cavalinhos devidamente selados na Calógeras. Ah, e o relógio, como ANTIGAMENTE, vai voltar para o meio da rua, lá 14 de Julho, como ANTIGAMENTE, lááá nos anos de 1900 e lá vai bolinha...

A matéria com as maravilhosas propostas do prefeito:

http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=272683

Luciano Vieira

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cenas MJ

Esta montagem foi uma das mais incríveis do filme. Meu companheirinho e eu ficamos bestificados. A música é aquela que teve o clipe gravado aqui no Brasil. O resultado final, tanto no show qto no clipe da década de 90 é tão forte quanto a batida dos tambores do Pelourinho.

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Melhor companheiro de cinema

Meu pequeno companheiro de cinema me mostrou, mais uma vez, que tem horas que vale não confiar em alguém com mais de 30.

Descrevo alguns trechos interessantes de nossa conversa ocorrida na mesma noite que assistimos ao filme do MJ e nos deparamos com o apagão no retorno para a casa:

Eu: “O Michael parecia estar saudável não?”

Ele: “Sim. Ele me pareceu educado, gentil e muito bem. Acho que o mataram”

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Eu: “Só vou olhar este vestido na loja. É coisa rápida”

Ele: “Não se preocupe. Eu tenho mãe, sei como vocês se comportam”

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Eu: “Você saiu hoje do hospital e vai para a casa. Seguindo o seu tratamento agora é a vez de você voltar somente daqui um mês não é?!

Ele: “Sim é. Mas eu não sei. Eles (os médicos) dizem que vou ficar um mês descansando, mas toda semana me chamam de volta. Não entendo. Dizem umas coisas... fazem outras..."

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Eu: “Ei, seu cabelo está voltando a crescer, pq não tira este boné, isso vai atrapalhar o crescimento do seu cabelo e você vai ficar mai bonitao"

Ele: “Eu sei disso, mas, apesar de todos falarem que não, eu tenho uma orelha maior que a outra, elas são tortas. Dizem que não são, mas eu tenho espelho e vejo isso”

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Ele: “Eu preciso voltar mais vezes ao shopping?”

Eu: “Claro que sim. Precisa passear, ir ao cinema..”

Ele: “Não. Eu preciso voltar para ver mais as meninas”

Eu: “Mas você está muito assanhado rapaz!”

Ele: “Estou doente, não morto”.

Meu pequeno Athos, 12 anos, olhar ligeiro, poucas palavras foi muito mais sincero e objetivo que os adultos com mais de 30... inclusive eu.

Tenho muito que aprender com este companheirinho.

Apagão

Apagão na cidade. Oito estados em caos. Paraguai idem.

Agora ficam procurando os motivos e, claro, os culpados.

Enquanto procuramos culpados, nada se resolve. Cada problema novo que aparece é sempre assim...

Na nossa vida não é diferente em alguns momentos.

Minuto perdido em busca de culpado são horas perdidas em busca de soluções.

Sds!!!

Ilhotas

Campo Grande está mudando demais e sinto que meu cérebro pode pifar com isso.

Fui criada com um orgulho danado em dizer que Campo Grande é a capital das avenidas largas e arborizadas. Mas pressinto que em breve meu discurso será modificado.

Durante 25 minutos custei para andar 400 metros na cidade.

Não foi a população que cresceu absurdamente. Há 10 anos oscilamos entre 750 e 800 mil habitantes. Foi a frota de veículos que deu um salto digno de Daiane dos Santos (ainda antes do doping). Temos uma das maiores médias nacionais de carro/habitante, com isso, 400 metros em 25 minutos parece ser algo mais habitual do que imagino.

A estranheza maior está em uma imagem que vi dia desses. Os canteiros centrais da principal avenida estão sendo reduzidos em alguns trechos para dar fluxo ao trânsito. Daqui a pouco estaremos como BH e sua também Afonso Pena. Ou seja, meu discurso ufanista desce rio Prosa rumo ao Segredo.

Mas o mais estranho é que enquanto isso acontece, um projeto da prefeitura cuida e revitaliza nossas árvores centenárias para que durem mais tempo. Porém, do jeito que a coisa anda, nossas centenárias tornar-se-ão ilhotas em plena Afonso Pena repleta de carros flex e CO2.

Filosofo: "Nada pode ser feito então? Vamos ter que esperar o rodízio de carros chegar, a Afonso Pensa tornar-se rua e deixar de ser avenida, as centenárias serem colocadas em um cercadinho..."

Sds!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

This is it

Hoje vi o filme-documentário sobre Michael Jackson - This is it. Fui acompanhada do pequeno Athos, citado no post "Os 3 mosqueteiros". Sim, fui em companhia de um menino de 12 anos. Qdo se tem 30 (quase 31) e se banca a inteligente alguns segredinhos são revelados somente em algums momentos. Ser fã do Michael está em minha coleção "coisas que ficam debaixo do travesseiro" e partilhar isso com meu pequeno Athos foi um momento inenarrável (palavra muito utilizada por Herbert Vianna em seus shows).

Tanto Athos qto eu agimos como duas crianças assistindo ao documentário. Nos sentíamos dentro de um show de MJ. A vida de Michael, todos sabemos, foi tão estranha quanto a sua morte. O cinema, Hollywood e cia ltda usa sim pancake em suas produções. AGORA, ali no palco, se MJ foi mesmo 1/3 do que vimos, retirando os excessos e tudo mais, se foi mesmo 1/3, o rapaz era "o cara". Gentileza, perfeccionismo, domínio de palco, voz, musicalidade, dançarino etc etc etc.. no palco só dava ele!

Eqto ficamos lá cantando cada música apresentada, Athos e eu resolvemos filosofar...

"Em qual momento, quando exatamente, Michael se perdeu pelo caminho, ficou na Terra do Nunca e nunca mais voltou?"

Meu pequeno Athos contou que um dia ele se perdeu pelo caminho, em um shopping, e ficou com medo de não mais voltar para a casa e quando a própria casa nos faz perder o caminho? MJ foi um exemplo disso.

Sds!

O dinheiro

Ontem tive o desabor de presenciar um julgamento. Muitos equívocos, ânimos exaltados, sangue fervendo, palavras meio ditas, olhare fulminantes. Resultado: mágoas e feridas abertas. Réu julgado, condenado e com a chave jogada fora.

O motivo é o de sempre: dinheiro.

Duas amigas me disseram que ao amanhecer elas colocavam diante de si o dinheiro e diziam ao dito – “EU mando em você, não você em mim”. Faziam isso diariamente para não esquecer o devido lugar que ele deveria estar em suas vidas. As duas não eram senhoras que esbanjavam dinheiro não, pelo contrário, lutavam sol a sol para ter o salário no final do mês.

Parece que o hábito vem de alguma tradição oriental.. não sei... o que sei é que hoje ainda não dei esta ordem ao dito, mas ainda dá tempo e você?

Sds!

domingo, 8 de novembro de 2009

Busca Vida

A música tem certa ligação com os passos descritos abaixo. A banda é uma das minhas nacionais preferidas.

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Busca Vida (Paralamas do Sucesso)
Vou sair pra ver o céu
Vou me perder entre as estrelas
Ver daonde nasce o sol
Como se guiam os cometas pelo espaço
E os meus passos, nunca mais serão iguais
Se for mais veloz que a luz, então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás, perdida num planeta abandonado no espaço.
E volto sem olhar pra trás
No escuro do céu
Mais longe que o sol
Perdido num planeta abandonado
No espaço...
Ele ganhou dinheiro
Ele assinou contratos
E comprou um terno
Trocou o carro
E desaprendeu
A caminhar no céu
E foi o princípio do fim
Se for mais veloz que a luz
Então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás
Perdida num planeta abandonado
No espaço e volto sem olhar pra trás...

Filosofei: "Volto algumas vezes olhando pelo retrovisor, tomando cuidado para não esbarrar e ter algum hematoma no caminho e você?"

Sds!

obs.: agradeço a um amigo querido. Ele é meu tutorial. Sem ele, nada de vídeo!

Primeiros passos



Hoje presenciei algo que me tirou a fala. Vi, pela webcam, meu sobrinho dar seus primeiros passos. A última vez que o vi, em julho, o pequeno engatinhava, o máximo que conseguia fazer era ficar em pé, e agora, lá está ele, caminhando a passos firmes. Como as crianças evoluem em tão pouco tpo. Quiçá os adultos fossem assim em outros pontos.

Mas, o assunto aqui são os primeiros passos daquele garotinho esperto. Quando o vi, entrei na máquina do tempo e fui até os primeiros passos do pai do meu sobrinho, eram fortes como do filho. A tal da hereditariedade está ali, presente como um cão de guarda - fiel e infalível. Pai e filho apresentam diversas semelhanças e mais, o pequeno carrega semelhanças absurdas do avô paterno, ou seja, meu irmão terá um delicioso trabalho pela frente.

Em cada passo do pequeno era visível uma forte personalidade e quando parou para olhar a tonta tia pela webcam ele olhou.. olhou ... e voltou para o brinquedo, olhava como se dissesse - "ei, me deixe em paz, quero continuar a brincar". Adorei aquele gesto. Temperamento forte está em nosso DNA.

Os meus foram aos 8 meses, fui prematura. A mãe nunca deixa de contar que por ser tão miúda eu empinava o corpo para frente, meu centro de gravidade era torto, assim, andava como se estivesse descendo uma ladeira. Prematura, ligeira ... meus passos são assim até hoje.

Filosofei: "Será então que nossos primeiros passos são mesmo um sinal dos próximos? Começo a ter certeza disso. Oxalá os dele permaneçam tão impregnados de personalidade, de sutileza e de firmeza. Que ele não desça a ladeira como a tia, pq descer a ladeira nos faz cair um pouco e há momentos que os hematomas não saem mais"

Sds!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Os três mosqueteiros




Esses dias me deparei com Athos, Porthos e Aramis pelo caminho. Eles não saiam do romance francês de Alexandre Dumas, mas sim do quarto de um hospital público.

Athos é um menino de 12 anos. Alma pura e carrega um segredo: o medo da morte. Seus olhos apesar de ligeiros, guardam a leve sombra do futuro. Há 10 anos convivendo com o câncer e apesar de gozar de uma saúde milagrosa, vez em qdo, paira sobre seus olhos um vazio e o olhar perde-se não sabemos onde. Apesar disso, sua alma pura não tira dele um sorriso arrebatador.

Porthos já está na faculdade. Sua força não é mais tanta, seus cabelos se foram, mas ele é o fiel companheiro de sua mãe, q sofre pela doença do filho, e de Athos no quarto do hospital. Qdo lhe perguntam do q sente mais falta, vaidoso como Porthos que é, ele responde - "das mulheres".

E o pequeno Aramis. 16anos, há 15 convive com a leucemia. Aramis é provido de uma invejável sabedoria e uma constante contradição. Ora menino ao brigar para ganhar uma partida no videogame ora um velho sábio ao dizer que só deseja viver bem o tempo que lhe resta (msm sabendo que o tpo não é algo tão fácil assim de ser contado).

Esbarrei com esses 3 mosqueteiros pelo caminho e vi que ali o lema - "um por todos e todos por um" era colocado, perfeitamente, em prática. O sorriso de um era sorriso de todos e assim eles faziam também com as lágrimas.

Filosofei: "Se 3 jovens entre 12 e 18 anos conseguem fazer isso com tanta maestria, pq os adultos não conseguem?"

Sds!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Primeiro Dia!

Um dia precisamos escrever. Não importa o motivo, a razão, mas precisamos escrever, principalmente, quando se é tão lesada - este é o meu caso por sinal.

O cotidiano me fascina. Observar as pessoas, seus impulsos, suas vontades... e de uma simples cena, uma nova filosofia é extraída. Isso me acontece diariamente, cansei de falar, escrever é um trabalho solitário, mas no papel as palavras tomam vida, tomam corpo.

Minha filosofia inaugural vem de um casal às vesperas de completar Bodas de Ouro. Tudo estava pronto. Festa preparada. Celebração eucarística organizada. Convites sendo confeccionados. Mas um susto fez o baile parar antes mesmo de começar. O noivo passa por um intervenção cirúrgica e a noiva, com seus 70a., resolve adiar a tão desejada festa.

Segundo ela, seu 'namorado' precisa estar bem para poder aproveitar melhor a festa e ela não quer preocupá-lo com isso. E ela, claro, também precisa estar apresentável para tal momento.

Sinal de que mesmo depois de 50 anos, de tantas tristezas e alegrias, o cuidado de um para com o outro continua presente e, provavelmente, é esse cuidado que os fez permanecer juntos e apaixonados por 50 anos.

Fiquei filosofando - "já cuidei de alguém assim por mais de 5 minutos? 50 minutos? 5 dias? 5 meses? 5 anos?..." estou em busca da resposta.